KILLING TIME...
(a face, a hand and a cigarette)
THE HAND BEHIND FEAR

(a face & a hand)
FIRE OF GOLD
(a candle & a golden metal box)
REFRACTION OF LIGHT
(a face, a candle and a glass box)
FIRE OF GOLD II
Syria is devastated by five years of war - and it's taken a huge toll on the country's children. Here's one woman -...
Publicado por BBC Newsnight em Domingo, 20 de Março de 2016





Olhares do Vento
Sei da vida em adicções
a drogas tantas que invento
trago um cavalo a galope
na casa do pensamento
Do que sinto quero ver
sonho a cores o papel
branco de vida a correr
no arrepio da pele
Olho-me em luzes sem fim
que acendo a ritmo de vela
roxos, rosa de euforia
e contornos sem cancela
Desenho no tecto o fogo
em labaredas urgentes
que os olhos tão cheios de frio
são de mundo já doentes
E no céu da noite o negro
das viagens mal pintadas
traz o pavor ancestral
da liberdade assombrada
Dos bons costumes e norma
há o meu "não!" sublinhado
que a vida não sabe ler
o vazio acrescentado
Oiço a música no crescente
das luas de mar calado
fecho os olhos miro o som
dos silêncios aliado
É mentira, é dia branco,
contradição, inocência
- loucura sem agonia
bendita seja a ausência!
E é paz na multidão
a solitude ansiada
o afago, beijo, o adeus
de um partir sem querer morada
Floresta, cruzes, princesa,
ou a barca em alto-mar,
girassol, tinta e a pena
da palavra a marinhar
Sou universos sem estrela
depois lapso de lugar
ora lava, o pleno escuro,
ou supernova e glaciar
Sou encontro além da mente
na memória atrás do fim
volto na rosa dos ventos
que às vezes gostam de mim
E sou de sonhos lugar
se a vida me morre o tempo...
Ana Vassalo
07-10-2010 - 23:13
Origem das Imagens: site "clientes.netvisao.pt/pafepipa".










por finalmente livre
no manto de conforto
que o coração já frio reclama
e o beijo da palavra
ansiado pela boca
escreve o livro de nós dois
que guardo só para mim
foste...
o meu verão da tempestade
acordaste-me
suave
do inverno onde me escondo
e ofereceste-me essa asa
que voa o gosto de mim
que abraça de céu o teu nome
a guardar lugares de além
na memória rascunhada
logo depois dos começos
à revelia dos deuses
agora
sou um passo em suspensão
um lapso no movimento
de gerar vida no tempo
é frágil a percepção
é perdido o espaço-ser
autista na dor do mundo
inútil a maresia
e a sorte
a espada
o trunfo
a glória
o arremesso
a cruzada
o despertar
o caminho
a liberdade!
agora
não sou
doi-me a distância
e é fixo o verbo olhar
que não te vê por aqui
mas global, sim
de universos intangíveis
no imprevisto do rumo
que te conduz até mim
tão certo
porque é de ti
... logo infinito
Ana Vassalo
07-08-2010 - 00:29
Origem das Imagens: site "Day to Day Crisis" (autor ou título da imagem não definidos)
Darren Hayes - Words (in This Delicate Thing we've Made)
staring at nowhere
mirrors...
as in all the endless corridors
or when no soul
becomes the eyes
no grandness goal
- done with the lies
mirrors...
as in rough words to overcome
and no skies left to make you run
or no roots to give you shelter
no chance at all to say it better
mirrors?...
as in now I have to go
will you catch me into the glow?
well... too late for time to show
here...
just tryin' to spell the sound of 'no!'...
Ana Vassalo
Aug 2, 2010 - 23:13

Inconhecido
("Searching for Seashells")
Se estivesses aqui, não estarias mais do que agora.
Porque desvendarias a possibilidade.
Sonhos, são versos adiante na esfera do improvável.
(Quero somar para descontar) . O que faço de ti,
não sei. Não estás aqui. Mas a interrogação que insinua
ponto por ponto o perímetro dos meus passos informa
que é bom não estares. Não me interessa descobrir
que não subsistes, para lá da minha projecção de ti.
E as alamedas largas, gigantes de todo o mistério,
continuarão como as sei, plenas de salgueiros e de deuses,
talvez até de fontes, porque não?, de nascentes
que não descem para já, de florestas impenetráveis
de sempre até ser hoje, da (in)transcendência dos milagres.
De contradição e absurdo. De pontos de exclamação
clamando por admirar. Assim.
Então, poderei caminhar mais sonhos. E a circunstância
de não estares, enforma a viagem de lonjura – perfeição
de inquiridores...
Um dia, claro que vou parar. No parágrafo mais amorfo
e repetente, paradigma da inevitabilidade que as pontuações
de caminhar conhecem, eis a chegada.
Morrerei na curva de perguntar.
Até lá, tudo é chuva e arco-íris...
Ana Vassalo
27-07-2010 – 23:17
Origem das Imagens: Site Tampabay.com (Unknown Reader)
POSEIDON