
(ou Bonecos do Tempo?...)
Tempo de "Bonecos"!
Não aprendo ou reconheço um tempo certo de ti.
Encerrei, adentro a frágil muralha de que me vesti,
um pêndulo estafado e dois ponteiros viciados,
que um dia roubei do mundo entretido a somar vidas,
para não mais correrem coisas de horas aprendidas
no meu património completo de vazios certificados.
O gume ou recado o vento e a fresta
carícia rochedo o sussurro e a terra
a janela a pausa deserto e margarida
o grito e o mar o imenso vale da saída,
tudo é por comprovar, no desencontro das águas.
Somos firmes, quase nobres porque inertes...
Do calado verbo límpido cedo vertes
a saudade que me dói antes da mágoa.
Serás pretérito perfeito no alvorecer da audácia,
e o lamento do remorso céu tardio de eficácia.
Por fim, ruí.
Recolho, dos degraus que antes fui eu,
o escombro patético de um ensaio de vida,
mas da fórmula inacertada da subida
quem sabe, eu rasgo a lei e ergo o céu!
Ana Vassalo
17-08-2010 - 03:45
Origem das Imagens: site "Mission Fit Possible".