GRANDCHILDREN

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REMARKABLE PEOPLE



FERNANDO PESSOA

(Lisboa, 1888 - 1935, Lisboa)


"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.


************
"I am nothing.
I will never be anything.
I cannot want to be anything.
Apart from that, I have in me all the dreams in the world."

or...

"I am not nothing.
I will never be nothing.
I cannot want to be nothing.
Apart from that, I have in me all the dreams in the world."


(Álvaro de Campos in "Tabacaria")




LISBOA - Chiado

LISBOA - Chiado
"Fernando Pessoa" by Lagoa Henriques. The place: "Café A Brasileira" (Brazilian Café) - 1905.

PLAYLIST TODAY




MUSIC IS THE PASSION REPORT



♥ ♥ ♥


GUITARS



Sep 10, 2016 - 06:13





ADAM LEVINE + PATRICK MONAHAN - PURPLE RAIN [PRINCE]



YouTube – "The Howard Stern Show"





ANN & NANCY WILSON (HEART) - STAIRWAY TO HEAVEN [LED ZEPPELIN]



YouTube – "The Kennedy Center"





PRINCE, TOM PETTY, STEVE WINWOOD, JEFF LYNNE, DHANI HARRISON & OTHERS - WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS [GEORGE HARRISON]



YouTube – "Rock & Roll Hall of Fame"





ERIC CLAPTON - RIVER OF TEARS



YouTube – "slunky08"





JEFF BUCKLEY - HALLELUJAH [LEONARD COHEN]



YouTube – " Danielle Katsav's Channel"





XUTOS & PONTAPÉS - HOMEM DO LEME



YouTube – "NoSa7"







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LEANING INTO THE AFTERNOONS by PABLO NERUDA

«Inclinado en las Tardes»



YouTube - "FourSeasons Productions"






CHANGING BATTERIES - OSCAR WINNING ANIMATED SHORT FILM



YouTube - "Bzzz Day"





DIALA BRISLY - A BEAUTIFUL YOUNG LADY

(a huge thanks to my daughter who e-mailed this video to me)



BBC Newsnight

«Syria is devastated by five years of war - and it's taken a huge toll on the country's children. Here's one woman - artist Diala Brisly - who is trying to make life that little bit more bearable for Syria's kids.»

Syria is devastated by five years of war - and it's taken a huge toll on the country's children. Here's one woman -...

Publicado por BBC Newsnight em Domingo, 20 de Março de 2016






A JOURNEY BACK TO ENDEARMENT

A JOURNEY BACK TO ENDEARMENT



FLYING A SECRET



I got here to hide. From equations and patterns. From repetition, after all.
Closed the door and got me a special place where I thought I could
somehow sit close to the stars. But I soon found out that the sky was
still opaque, no matter what the steps. And so I left. Again.

I thought, then, I could build me a different ceiling, a new-coloured scrap
of highness. And then make it work. Where I could dream, more than I sleep.
I have long decided that sleeping is overrated - that I know for sure. So I
take that time instead to travel the night alone and in the meantime I allow
myself to fly, unlike stated before... Yes, I like playing with paradox, to
expose the inside of words and the revelation of writing down the voice of a
silence. My adventurous, ever-walking silence.

So I came back. Here, within this quiet world, I intend to gather all my
things usually kept hidden or inactive. They are here to speak.

And since the future is a stand-by secret, I want to live by a precocious
clock, at every running instant of every entering second.

And I will not slow down until my "future exists now" - kind of reverse
quoting Jacob Bronowski.


Ana Vassalo
in my site "CAFEÍNA"(former "No Flying Allowed")
Nov 11, 2010 - 11:54



THE WALK OF TIME

THE WALK OF TIME

domingo, 30 de agosto de 2009

SOU DO MAR




    Photo by Pratosh Dwivedi




Sou do mar...

Do mar…

Eu nunca saí do mar…


Em tempos, nasci por lá,
Onde a certeza não há,
Nuns dias de musa e naus,
Em que fui também sereia,
Risco do mar, andarilho
Que assim estende a sua teia.

E na tormenta fui caos
E de estrelas doei brilho
E às vezes me achei gaivota
Cruzando nos céus temores,
Neles desenhando portas
Que se abrissem de outras flores,

Mas…
Eu nunca larguei o mar…


Parti.

De quando em sol, fui verdade
Que nas águas cedo flui.
Por terras de então corri
De algumas sei do que vi
Mas cedo me fiz saudade
Do voltar que sempre fui.

E no virar das marés,
Fui na vaga de inquirir
A desenrolar porquês
Tão longe quanto o devir…

Eis que me achei de segredos
Olhei do mundo os degredos
E não gostei do que vi...
Dei por mim já romaria
E a dez mil ondas me uni,
adentro o mar, que sorria…


E pousei…

Por tantas luas, me achei
Do rochedo a eternidade,
Penteava os meus cabelos
Tão longos, do navegar,
Enleados em novelos
De tanto mar abraçar!...

E o meu sorriso inteiro
Em oração se rasgava,
Os deuses, espreitando o cais
De mão firme, a teia erguida
Amparando vôos mais…

De minhas praias fugida,
Fui, sim, gaivota em perguntas
De viagens tão rotundas
Que ao meu mar sempre ancorei
A asa em que me tornei.


Se desse mar me aturdi,
Nele, sempre me acolhi…
Em ventanias de gelos
E trovoadas de medos,
Ou arco-íris de fogo!

E espuma, somente a espuma
De algas tantas, sendo uma,
Brotando certa, tão logo
A vaga que em mim morresse
Do meu mar a vida erguesse…

Quedo-me nele, re-nascendo,
Remotos os tempos, depois
Sou velha de tanto mar
E a cada dia, luar
Das noites longas que ateio
Pra guiarem os meus braços

Cumprindo o céu, horizontes
De voltarmos sempre dois,
Mar e eu, jorrando as fontes,
Já só um… enternecendo
De gargalhada em passeio,
No mergulho dos abraços.


Do mar…
Eu nunca saí do mar…

Ana Vassalo

Abr-2009
Posted 09-04-2009

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